O Floresta+ Amazônia se alinha a importantes marcos legais e políticos, em especial ao Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) e à Política Nacional de Mudança do Clima (PNMC).
O Floresta+ Amazônia é uma das primeiras iniciativas governamentais do Brasil a executar PSA e contribuir para o avanço da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (Lei nº 14.119/2021), reconhecendo, financeiramente, quem protege e recupera a vegetação nativa.
O Floresta+ contribui para o fortalecimento da gestão territorial e ambiental de territórios coletivos, em consonância com a PNGATI, por meio de apoio a projetos locais em territórios indígenas da Amazônia Legal.
A atuação do Floresta+ está conectada com a PNPCT, ao promover ações que reconhecem, valorizam e fortalecem os modos de vida, os conhecimentos tradicionais e o protagonismo de povos e comunidades tradicionais como agentes centrais da conservação ambiental e do desenvolvimento sustentável. Por meio de instrumentos como o Pagamento por Serviços Ambientais, o projeto tem apoiado, financeiramente, iniciativas locais nos territórios da Amazônia que contribuem diretamente para a geração de renda, a segurança territorial e a inclusão socioprodutiva desses grupos, em consonância com os princípios da PNPCT: respeito à diversidade sociocultural, à autonomia, à participação social e ao uso sustentável dos recursos naturais.
A Estratégia Nacional para REDD+ (ENREDD+) é o documento que formaliza, perante a sociedade brasileira e os países signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), como o governo federal tem estruturado esforços e como pretende aprimorá-los, com enfoque em ações coordenadas de prevenção e controle do desmatamento e da degradação florestal, a promoção da recuperação florestal e o fomento ao desenvolvimento sustentável. O objetivo geral estabelecido pela ENREDD+ é contribuir para a mitigação da mudança do clima por meio da eliminação do desmatamento ilegal, da conservação e da recuperação dos ecossistemas florestais e do desenvolvimento de uma economia florestal sustentável de baixo carbono, gerando benefícios econômicos, sociais e ambientais.
O Floresta+ Amazônia articula-se, também, diretamente com a Estratégia Nacional de Bioeconomia (Decreto nº 12.044/2024), por meio de apoio às ações de seus instrumentos de execução, como o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia e o Plano Nacional da Sociobioeconomia, ao atuar como parceiro na implementação territorial e no fomento às soluções e negócios inovadores baseados no uso sustentável da sociobiodiversidade, na conservação e recuperação da vegetação nativa e na valorização dos serviços ecossistêmicos.
O Código Florestal (Lei federal nº 12.651) é um instrumento jurídico que estrutura e orienta políticas públicas ambientais. O Código Florestal estabelece normas jurídicas obrigatórias sobre o uso e a proteção da vegetação nativa em imóveis rurais, como as Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reserva Legal e regras de conservação, recuperação e uso sustentável. É a base legal para diversas políticas públicas ambientais conectadas à atuação do Projeto Floresta+, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), os Programas de Regularização Ambiental (PRA), as políticas de combate ao desmatamento e os instrumentos econômicos e incentivos à conservação. O Floresta+ atua como instrumento operacional e indutor da implementação prática da legislação florestal nos territórios. Enquanto o Código estabelece as obrigações legais de conservação e recuperação da vegetação nativa, o projeto cria mecanismos econômicos, técnicos e institucionais — especialmente por meio do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).
As ações do Floresta+ Amazônia contribuem para o cumprimento das metas climáticas assumidas pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris, especialmente no que se refere à redução das emissões de gases de efeito estufa no setor de uso da terra.
A Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) estabelece os compromissos do Brasil para a redução de emissões de gases de efeito estufa, com destaque para o controle do desmatamento. Nesse contexto, a Estratégia Nacional para REDD+ (ENREDD+) atua como o principal instrumento para implementar esses objetivos no setor florestal, organizando ações, diretrizes e mecanismos de pagamento por resultados associados à conservação das florestas. O Projeto Floresta+ Amazônia se insere nessa arquitetura ao contribuir para a implementação da ENREDD+, incentivando a conservação e a recuperação da vegetação nativa por meio de pagamentos por serviços ambientais e, assim, apoiando o alcance das metas climáticas definidas pela PNMC.
No contexto da implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), instituído pela Lei nº 15.042/2024, a Comissão Nacional para REDD+ (CONAREDD+) passa a desempenhar atribuições específicas relacionadas à integração das ações de REDD+ à arquitetura do mercado regulado de carbono no Brasil, especialmente no que se refere à governança, salvaguardas e à articulação entre diferentes níveis e atores. Nesse contexto, o Projeto Floresta+ Amazônia contribui diretamente ao apoiar tecnicamente a CONAREDD+, fortalecendo suas capacidades institucionais e operacionais para o cumprimento dessas funções. Ao subsidiar o funcionamento do colegiado, o Projeto reforça a conexão entre políticas públicas e instrumentos de mercado, contribuindo para uma implementação mais robusta, transparente e alinhada às metas climáticas nacionais.
O Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) consolidou a redução do desmatamento como um dos principais eixos da política climática brasileira, criando as bases para a geração de resultados ambientais associados à diminuição de emissões no setor florestal. Esses resultados, por sua vez, viabilizam o acesso a mecanismos internacionais como o REDD+, operacionalizado no país por meio da Estratégia Nacional para REDD+. É nesse contexto que surge o Projeto Floresta+ Amazônia, ao transformar os resultados da redução do desmatamento em incentivos positivos para a conservação e a recuperação da vegetação nativa, ao mesmo tempo em que apoia a implementação da ENREDD+ e fortalece a agenda de proteção das florestas no Brasil.
Instituído pelo Decreto nº 11.687/2023, o Programa União com Municípios do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima reconhece o protagonismo dos gestores locais na redução do desmatamento e de incêndios florestais na Amazônia. Os municípios listados como prioritários para o controle do desmatamento podem aderir voluntariamente. O programa tem projetos de regularização fundiária e ambiental, a implementação de escritórios de governança ambiental nas prefeituras, o pagamento por serviços ambientais e a recuperação da vegetação nativa.