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Beneficiária do Projeto Floresta+ Amazônia, jovem ribeirinha é destaque nacional

A trajetória da jovem empreendedora ribeirinha Natália Dias, 24 anos — beneficiária do Projeto Floresta+ Amazônia, na Modalidade Inovação — ganhou destaque nacional nas últimas semanas. Natural da comunidade Vila Brasil, às margens do rio Arapiuns, em Santarém (PA), ela acaba de entrar para o seleto grupo de finalistas da Expo Favela Innovation Brasil 2025.
Coordenadora da Turiarte, cooperativa que reúne produção agroextrativista, turismo de base comunitária e artesanato, Natália cresceu em um ambiente em que a economia da floresta se mistura à cultura e ao modo de vida ribeirinho. Filha da artesã Cláudia Dias, uma das fundadoras da organização, ela ingressou na cooperativa aos 17 anos e rapidamente assumiu papel de liderança entre os jovens produtores.
Sua atuação chamou atenção dos avaliadores da Expo Favela Innovation pela capacidade de integrar cultura, sustentabilidade e empreendedorismo comunitário em um modelo de negócio que preserva tradições e fortalece a economia local. “Estar no Top 10 é uma emoção muito grande. Represento o Pará, que é tão rico, especialmente no empreendedorismo. Trago o artesanato do rio Arapiuns e o turismo de base comunitária que fazemos na cooperativa, um trabalho em harmonia com a floresta e passado de geração em geração”, afirmou Natália.
Ao garantir a vaga entre as 10 finalistas do evento, Natália conquistou espaço no reality “Expo Favela: O Desafio”, apresentado por Pedro Lins no programa É de Casa, da TV Globo. No quadro, ela concorrerá a um prêmio de R$ 100 mil.
Convergência entre política ambiental e inovação social
A participação de Natália no Floresta+ Amazônia e sua ascensão na Expo Favela revelam um fenômeno crescente: a emergência de jovens lideranças amazônidas que transformam práticas tradicionais em soluções inovadoras.
O modelo da Turiarte, que integra produção sustentável, turismo comunitário e preservação cultural, dialoga diretamente com os objetivos do Floresta+ Amazônia, que busca estimular iniciativas replicáveis, capazes de gerar renda e conservar a floresta simultaneamente.
Ao alcançar visibilidade nacional, Natália se torna uma das faces de uma geração que enxerga na floresta não apenas um território a ser protegido, mas uma plataforma de desenvolvimento criativo, cultural e econômico. Sua presença na modalidade Inovação do Floresta+ e entre os finalistas da Expo Favela consolida essa narrativa.
E, para comunidades ribeirinhas como a de Vila Brasil, histórias como a dela deixam claro que inovação amazônica não se copia: nasce do território, das tradições e da relação ancestral com a floresta.
Floresta+ Amazônia: inovação que nasce dentro da floresta
A execução da Modalidade Inovação do Projeto Floresta+ Amazônia ocorre no âmbito da Secretaria Nacional de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). A modalidade apoia empreendimentos locais amazônicos com foco na sustentabilidade, na economia da floresta em pé e na valorização da sociobiodiversidade da região.
“O trabalho de jovens, como a Natália, mostra exatamente o propósito da Modalidade Inovação: fortalecer ideias que surgem da própria Amazônia, valorizam o território e geram renda preservando a floresta. Quando apoiamos iniciativas como a Turiarte, estamos investindo em soluções reais, sustentáveis e lideradas pelas comunidades”, destacou Giuliano Guimarães, assessor técnico do Projeto Floresta+ Amazônia.
Na Modalidade Inovação, da qual Natália faz parte, o programa apoia empreendimentos, cooperativas e organizações que desenvolvem soluções criativas para uso sustentável dos recursos amazônicos. A proposta prioriza iniciativas que conciliem impacto ambiental positivo, fortalecimento comunitário e modelos inovadores de negócio — características presentes no trabalho liderado pela jovem paraense.
